CMI terá três mulheres na próxima legislatura

14º Batalhão da Polícia Militar
25/10/2016
Equipe Jayme Rezende
25/10/2016
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CMI terá três mulheres na próxima legislatura

A Câmara Municipal de Ipatinga (CMI) terá a presença de três mulheres a partir de 2017. Além de Lene Teixeira (PT) que foi reeleita, o Legislativo terá Cassinha Carvalho (PSB) e a pastora Márcia Perozini (PMDB). Nos últimos anos, somente uma representante do sexo feminino integrava o parlamento, como explica a analista do Legislativo, Elisângela Santiago.

Ela observa que a presença das três mulheres representa um crescimento de quase 16% em relação a atual composição do legislativo municipal. Para Elisângela, as duas eleitas representam uma boa notícia.

“É a presença da mulher na Câmara, para fazer a política da forma delas. Elas devem ocupar vagas nas comissões, pois tem seus próprios partidos. E a gente começa a ver que aquela regra da justiça eleitoral influencia sim no preenchimento das vagas, que aumentou o número de participantes femininas, e aí colhemos os resultados com a participação delas na Câmara”.

“Já fazia 10 anos que não tinha três vereadoras na Casa, até então as duas últimas legislaturas tinham apenas uma única representante”, recorda. Até 2012, a única vereadora era Maria do Amparo, que foi “sucedida” no posto feminino por Lene.

Ela chama atenção também para o número de renovações entre os vereadores, que é considerado alto. Entre os atuais parlamentares, três (Roberto Carlos – PTdoB; Nilson Lucas – PMDB e Agnaldo Bicalho – PT) não concorreram porque tinham outros objetivos. Dos 19, seis nomes foram reeleitos e 13 nomes novos.

“Uma média alta e que difere dos anos anteriores. São pessoas que devem legislar de outras formas também. E a grandeza do parlamento se dá nas diferenças. Esperamos que venham de forma a batalhar e estamos ansiosos por isso. Lamentamos pelos amigos que não conseguiram, mas faz parte do processo político”, pondera.

Mesa Diretora

A partir de agora, passada a eleição, os vereadores eleitos começam a se organizar para a eleição da Mesa Diretora. Elisângela destaca que as pessoas confundem sempre, e pensam que o presidente da Câmara é o mais votado na eleição.

“O mais votado tem o papel somente de presidir a sessão solene de posse, que ocorre às 19h do dia 1º de janeiro de 2017. Ele vai dar posse ao prefeito, aos vereadores e a sessão. Isso porque os vereadores se reúnem para eleger o presidente da Câmara da legislatura de 2017 e 2018”, pontua.

O regime de concorrência da Câmara de Ipatinga é por meio de chapas, com os cargos de presidente, vice-presidente, primeiro secretário e segundo secretário. São essas pessoas que concorrem entre si e que votam. A chapa que tiver maior número de votos é eleita. A partir dali se refaz a mesa da sessão solene e essa pessoa escolhida que irá governar o Legislativo por dois anos.

“Lembrando que dessa governabilidade tem os servidores para ele tomar conta, o gabinete, a Casa, o orçamento, ele é responsável direto pela manutenção do Legislativo”, detalha.

Recesso

Apesar de o mês de janeiro ser de recesso na Câmara, os funcionários permanecem, mesmo com a troca de vereadores, e este é um período de nomeações e exonerações. Isso porque, além dos concursados, novos servidores devem chegar à Casa e os trabalhos em janeiro são intensos.

Com a mudança de vereadores, as comissões permanentes, que são aquelas responsáveis pela apreciação das matérias antes que cheguem ao plenário, com ajuda técnica da procuradoria, devem ser refeitas. A proporcionalidade dos partidos interfere diretamente em quem vai ocupar qual vaga e em qual comissão.

 

Fonte: Diário do Aço

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